Na manhã
desta terça-feira (14), parlamentares, servidores legislativos e convidados
participaram da palestra “Sistema Eleitoral Americano”, proferida pelo
Cônsul-geral dos Estados Unidos da América (EUA) no Recife, Richard Reiter, no
Plenário do Palácio Joaquim Nabuco. Estavam presentes no evento, o presidente
da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado Guilherme Uchoa e o
primeiro-secretário da Casa, deputado Diogo Moraes, que teve a iniciativa de
convidar o representante norte-americano. Também compuseram a mesa a
Superintendente Geral, Cristiane Alves, o Superintendente da Escola do
Legislativo, Coronel Rufino e a Secretária Executiva de Relações Internacionais
do Governo, Patrícia Lyra.
Na abertura
da palestra, o Deputado Estadual Diogo Moraes agradeceu a presença das
autoridades, dos servidores do poder legislativo e de outros órgãos e
instituições. De acordo com o parlamentar, a palestra foi fruto de uma parceria
entre o poder legislativo, através da mesa diretora, intermediada por ele e o consultor
Cláudio Alencar, com o Consulado Americano. “A iniciativa certamente contribui
para fortalecer nossos laços de cooperação e amizade. Laços que têm profundas
raízes históricas, afinal, a representação consular norte-americana está
instalada em Pernambuco há mais de 200 anos, sendo a primeira do Brasil e a
segunda mais antiga em funcionamento no ocidente”, destacou Moraes.
O presidente
da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, analisou ser necessário que os legislativos
estejam atentos às experiências de democracia ao redor do mundo,
“principalmente ao sistema de um país que é modelo de economia, de política e
de produção de conhecimento e tecnologia”. O Cônsul-geral Richard Reiter
explicou as normas que orientam a escolha do presidente dos EUA, evidenciando o
caráter regionalizado da corrida pela presidência norte-americana como o
principal traço distintivo entre a disputa pela Casa Branca e pelo Palácio do
Planalto.
Segundo o
diplomata, a “rule number one” (regra número um) para entender o pleito americano
é que não existe eleição nacional, mas sim várias eleições estaduais. Isso
acontece porque cada unidade da federação, isoladamente, representa uma
quantidade de votos para o candidato vencedor, proporcional ao seu número de
habitantes. Os maiores estados, como Califórnia, Texas, Flórida e Nova Iorque,
somados, significam 209 dos 270 votos necessários para eleger um presidente. As
campanhas, por conta disso, são focadas nos estados, sobretudo naqueles
considerados estratégicos – onde a preferência do eleitorado costuma oscilar
entre os partidos.
Richard
Reiter citou outras diferenças entre o sistema político estadunidense e o
brasileiro e mencionou que as prévias nos partidos também são mais longas,
caras e importantes na corrida presidencial nos EUA. Assim como na eleição
propriamente dita, os filiados escolhem seus candidatos estado a estado, o que
também intensifica o cunho regionalizado das campanhas primárias. “São as leis
estaduais que regulam todo o processo. Não existe lei federal sobre as eleições”,
ressaltou o cônsul.
AG Com - Assessoria Institucional






